segunda-feira, 28 de setembro de 2009
"E então abro as mãos. Caiam. Vocês, meus amores, todos vocês, tão amados, todos vocês, que já viram esse descontrole meu, essa dor minha, esse desejo, vocês, queridos, meros traficantes, meros entregadores, meros fornecedores da minha droga. Apenas isso. Daqui a pouco vem outro e outro e outro. E nenhum fica. E sim é culpa deles. E minha. E da vida. Não existe culpa, existe apenas meu tempo e meu espaço que de tão corridos e altos não cruzam ninguém muito tempo, apenas dão uma ou outra breve carona no meu carrinho da montanha russa. Empresto vida demais pra quem me empresta um pouco sequer de vida."
"Ele me pegou em casa a contragosto. Esbravejando. Xingando. Eu ri. Achei graça. Mudei de estação na rádio. O teu amor é uma mentira, que a minha vaidade quer. Tava tocando isso. E eu nem aí.
No banco de trás um casaquinho verde musgo tamanho PP. De alguma garota da noite anterior. Ou da semana passada. Ele é cheio de garotas e pela primeira vez na vida sorri ao pensar isso. Tá certo ele. Bonitão, rico, engraçado e safado. Que mulher não se apaixona por ele?
Eu. Eu não me apaixono mais por ele. O que significa que agora podemos nos relacionar. O que significa que agora, posso ficar tranquilamente ao lado dele sem odiar meu cabelo e minha bunda e minha loucura. E posso vê-lo literalmente duas vezes ao ano, sem achar que duas vezes na semana são duas vezes ao ano. E posso vê-lo ir embora, sem me desmanchar ou querer abraçar meu porteiro e chorar. Consigo até dar tchauzinho do portão. Tchau, vou comer um pedaço de torta de nozes e assoviar. Tchau, querido mais um ser humano do planeta.
Passamos no CEASA pra comprar caixotes podres de feira. Última moda em decoração de bibliotecas. Ele briga comigo, que pobre que você é, Tati. Mau gosto da porra. E diz que eu não sei tratar gente simples, que chego falando difícil de propósito. Eu não fiz nada disso, mas tô nem aí de me explicar ou convencê-lo do contrário. Morro de rir. Se eu o amasse, sentaria no chão e começaria a chorar. Por favor! Goste de mim! Por favor! Como assim eu não sei tratar gente simples? Eu ia ficar com isso na cabeça um mês. Ia aumentar a terapia em três vezes por semana. Ia fazer um curso na Casa do Saber de como falar com feirantes em final de expediente. Ia querer morrer. Mas apenas ri e continuei na minha missão de tomar garapa. Se eu o amasse, ia morrer de medo de passar mal de dor de barriga por causa da garapa. Ou dele me achar brega por causa da garapa. Mas como não tô nem aí, nem lembro que tenho barriga. E o feirante tentando entender o que era fashion. E eu arrotando internamente, sabor garapa.
Depois fomos à Bienal. Eu fiquei com nojo de colocar as luvinhas para ver as fotos. Porque o mundo todo usou aquelas luvinhas não descartáveis. E ele me olhando com preguiça. Ai, Tati, como você é fresca. E eu assumi minha frescura e o larguei falando sozinho. Se eu estivesse apaixonada, ia bolar milhares de motivos mirabolantes para lhe explicar meus motivos em não querer usar a luvinha. Ia entrar na lenga lenga insuportável de pedir desculpas por ser como sou, como se isso tivesse explicação ou desculpas ou salvação. Teria morrido, ou melhor, o matado, porque não suporto olhares de preguiça e reprovação. Teria perguntando, ainda que inconscientemente, o que fazer, naquele fim de tarde, para ser absolutamente perfeita. Me odiando e odiando ele por me sentir assim, uma imbecil. Mas não, apenas fui ver as fotos. Ele me achar fresca e uma barrinha de cereal sabor artificial de banana tem o mesmo poder sobre mim. Nenhum.
No final do dia fomos até a casa de uns amigos dele. E eu lá, pela primeira vez na vida, gostando dos amigos dele, tratando todo mundo bem. Rindo pra caramba daquele monte de besteira. Ficando amiga das garotas de 20 anos com sombra roxa nos olhos. A galera que vai em peso para “a praia do momento para quem quer pertencer a algo que todos querem pertencer mas não sabem bem o que é”. E ele me olhando de longe. Ah, se ela tivesse agido assim. Tão normal, tão simpática, tão leve, tão boa companhia. Ao invés daqueles surtos de ciúme, daquelas cobranças por mais intensidade, daquela necessidade em acordar de madrugada com medo da vida, daquela arrogância pra cima de mim e dos meus amigos que não sabiam conversar de livros, filmes, músicas e dor na alma. Se ela tivesse confiado assim no taco dela. E sorrido mais. Se ela tivesse me amado sem amar. Ou como amam as pessoas que conseguem se relacionar. E eu lá, sendo adorada por ele, justamente porque não o adoro mais. Ô vidinha filha da puta.
No final do dia, a frase que eu temia. “Quer fazer alguma coisa amanhã?”. Eu sabia. Toda mulher feliz e equilibrada deixa saudades."
- Tati Bernardi
"Ele chega e não diz nada nem da minha roupa nova e nem da minha casa que perfumei pra ele. Então eu também não digo nada sobre estar geando e ele ter vindo só de camiseta direto do trabalho. Então começamos a ver o filme e como ele não faz questão de encostar a perna na minha perna, eu que não sou boba de encostar a minha perna na dele. E na cena de sexo do filme, como ele não sorri e nem olha pra mim, também fico mais fria do que estão meus pés. Ao final do filme, ele corre para olhar o celular dele. Eu que não sou boba e jamais posso perder para alguém, muito menos para um homem, menos ainda para um homem que me interessa, corro para olhar meu celular também. E como vejo que ele olha as mensagens e sorri, acabo tendo gargalhadas ao olhar meu visor com a foto da minha cachorra e nada mais. E então pessoas começam a ligar pra ele. Tudo bem que é a mãe e o amigo do futebol, mas é tarde demais. Eu, como não sou nem um pouco boba, mando algumas mensagens de texto para algumas pessoas sem que ele perceba, só para receber também várias ligações. Daí ele fala rapidamente da ex namorada, acho até que por culpa minha, eu devo ter perguntado alguma coisa. E eu começo a falar dos meus 789 ex namorados. Porque meu filho, nesse quesito eu ganho de você. Você teve aí, nesses seus poucos anos a mais do que eu, o quê? Umas três namoradas? Ah, querido, isso eu tive só no terceiro colegial. E então eu começo a falar deles. E dos outros tantos que foram só casinhos. E dos outros tantos que foram só sexo. E falo de sexo como se eu fosse uma versão magra, clara e pobre da Preta Gil. Só que mais devassa. E fico com vontade de deitar no colo dele e falar que é tudo mentira. Eu nem namorei tanto assim. E sou a mais imbecil do mundo porque sempre acho que vou casar com qualquer um que me come. E nem dou, pra falar a verdade, pra qualquer um. E mesmo para os que não são qualquer um, demoro um pouco pra conseguir tirar qualquer peça de roupa mais íntima. Mas não, eu não posso ser boba, eu não sou boba. E então, e então, porque ele não fala nada em jantar comigo, marco um jantar com um amigo na frente dele. E porque ele não fala nada em me encontrar depois, deixo claro, antes dele dizer qualquer coisa, porque não sou boba, que já tenho compromisso pra depois do jantar também. E minto que vou passar uma semana no Rio. É mentira, são só dois míseros e infinitos dias. Mas não sou boba. Eu não sou boba. E porque ele faz um pouco de cara de tédio e eu acho que ele vai ficar entediado de mim e querer ir embora, o expulso da minha casa. Vamos! Suma daqui desgraçado! Eu não sou boba, entendeu? EU NÃO SOU BOBA. E ele me pede só mais uma música, só mais um beijo e alguns segundos para calçar os sapatos. E eu digo que não, preciso que ele vá embora agora porque tenho algo muito importante a fazer. E como bocejo pra ele mas olho misteriosa pela janela, fingindo que alguém incrível me espera ansioso pelas ruas do mundo, deixo claro que é melhor ele desistir logo de mim. Porque não sou boba. E então ele sai, sem nem amarrar direito os cadarços. E volta pra casa sem tempo de me convidar para o jantar, a festa, o sexo. Sem tempo de encostar sua perna na minha, elogiar minha roupa, o perfume, deixar vir e deixar ir o tédio. Deixar vir e deixar ir a dúvida. E eu fico aqui mais uma vez, tão esperta."
- Tati Bernardi
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
"Numa relação amorosa não é diferente. História mal-acabada é sinônimo de problema em breve ou insatisfação eterna. Ou resolve-se as questões que ficaram pendentes, ou a dúvida eterna do 'como poderia ter sido' destrói por dentro uma alma magoada. Nesses casos, eu sou a favor de um momento sincero, ou simplesmente de um 'momento para si', caso a honestidade seja demais. Dê o ponto final que precisa ser dado, faça o que tem que ser feito. Ou pra voltar nessa relação passada e gastar até não ter mais amor (ou tesão, que seja), ou pra ver que já passou e, quem sabe, vir novo em folha pros dias melhores que só começam depois do fim por opção."
terça-feira, 22 de setembro de 2009
"Sempre acreditei que as histórias só podem ter chance de dar certo quando a história que veio antes dela acabar primeiro. É aquela velha história de esperar um ciclo se fechar pra começar outro. E isso não vale somente pra relacionamento, não. Vale prum emprego, para transição de colégio/faculdade etc. Enquanto a pessoa não der um ponto final, afinal, naquela história, naquela situação, naquela relação, por mais que no começo as coisas fluam e sejam fáceis, uma hora essa velha história não-acabada, ou mal-acabada, o que é ainda pior, vem à tona e o que antes seria um coração meio magoado pela sinceridade se transforma num mar de dúvidas se na relação inteira não havia pensamentos dúbios por alguma das partes. "
"Eu me senti sufocada com sua presença de tanto ar que você me traz. E eu lembrei de tudo quando você chegou mais perto e teu cheiro desenterrou lembranças tão bem guardadas em mim que eu senti o gosto da tua boca. Porque você não vai embora de vez? Eu sei que um dia vai, mas quando? O quando é tão vago...
É quase tão vago quanto a sua promessa de nunca mudar comigo e quanto à minha promessa de que eu não pensaria mais em ti. Tu tem aquele sorriso meio bobo, mas você não me engana, eu sei que de boba só tem eu. Não faz essas coisas, não faça questão de sentar ao meu lado, não me beije o rosto, não mexa em mim, não assovie aquela ópera que você sabe que eu gosto, não relembre nossas piadas, para, vai é que eu interpreto tudo como um sinal. Quando a gente quer muito algo, tudo parece a nosso favor. Quando eu quis muito um sinal, só o fato de você me olhar nos olhos foi suficiente. Tá chovendo agora, e chuva me lembra você. Tudo me lembra você. Me diz como eu posso viver num mundo onde respirar é lembrar de você?
Mas eu sei que contigo eu fico sem ar. Eu não sei o que é isso, mas eu sei que não é amor. Eu só queria ficar nos teus braços, lá dentro, bem dentro, escondida num mundo em que só existe eu, você e teu cheiro. Eu te olhei hoje, e você me olhou, e eu quis tanto que você visse dentro de mim e depois ouvisse meu silêncio, porque nele mora o grito mais alto que já dei.
Mora o grito que peço por ti, eu te imploro, vem! Mora meu grito de desespero, agora eu te peço, vai! Vai logo. Dentro de mim você ia encontrar todo esse carinho que eu nunca consegui dar a ninguém que não fosse você. Quando tu me abraçou eu tirei forças de não sei onde só para conseguir te soltar, porque tu é tão quente e é tão bom, e quando eu te abraço eu fecho os olhos e ouço teu coração. Daqui a um mês você vai embora, e espero que indo, você vá embora de mim também. Tu tinhas me prometido que eu teria um dia seu só meu pra me despedir, acho que isso não vai acontecer, mas eu já me despeço todos os dias, querendo desesperadamente que você se vá de verdade."
- Desconhecido
É quase tão vago quanto a sua promessa de nunca mudar comigo e quanto à minha promessa de que eu não pensaria mais em ti. Tu tem aquele sorriso meio bobo, mas você não me engana, eu sei que de boba só tem eu. Não faz essas coisas, não faça questão de sentar ao meu lado, não me beije o rosto, não mexa em mim, não assovie aquela ópera que você sabe que eu gosto, não relembre nossas piadas, para, vai é que eu interpreto tudo como um sinal. Quando a gente quer muito algo, tudo parece a nosso favor. Quando eu quis muito um sinal, só o fato de você me olhar nos olhos foi suficiente. Tá chovendo agora, e chuva me lembra você. Tudo me lembra você. Me diz como eu posso viver num mundo onde respirar é lembrar de você?
Mas eu sei que contigo eu fico sem ar. Eu não sei o que é isso, mas eu sei que não é amor. Eu só queria ficar nos teus braços, lá dentro, bem dentro, escondida num mundo em que só existe eu, você e teu cheiro. Eu te olhei hoje, e você me olhou, e eu quis tanto que você visse dentro de mim e depois ouvisse meu silêncio, porque nele mora o grito mais alto que já dei.
Mora o grito que peço por ti, eu te imploro, vem! Mora meu grito de desespero, agora eu te peço, vai! Vai logo. Dentro de mim você ia encontrar todo esse carinho que eu nunca consegui dar a ninguém que não fosse você. Quando tu me abraçou eu tirei forças de não sei onde só para conseguir te soltar, porque tu é tão quente e é tão bom, e quando eu te abraço eu fecho os olhos e ouço teu coração. Daqui a um mês você vai embora, e espero que indo, você vá embora de mim também. Tu tinhas me prometido que eu teria um dia seu só meu pra me despedir, acho que isso não vai acontecer, mas eu já me despeço todos os dias, querendo desesperadamente que você se vá de verdade."
- Desconhecido
Quando vier, vem de mansinho, vem com pressa, não importa, mas vem de verdade. Não me apareça pela metade, não te quero meio presente, meio comigo, meio aqui, meio em mim, porque nem todos esses meios juntos te fazem inteiro. Se não for sorrir de verdade, por favor, nem me mostre os dentes, se não for me abraçar com vontade, nem venha em minha direção. Eu te quero todo, entende? Nem que seja por cinco minutos, ou por um dia inteiro. Não me procure se não quiser realmente estar comigo, porque eu sou toda de verdade e eu exijo isso dos outros. Não quero que me queira por conveniência, ou porque acha que isso irá me agradar, quero que me queira porque realmente você me quer. Meia verdade é uma mentira inteira e meia pessoa não é ninguém.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
"Nunca contamos o tempo ou demos nomes aos nossos sentimentos de compromisso. Simplesmente tudo se desenrolou sem drama ou pedido ou conjecturações ou vingança. Foi e foi e foi. Aquilo que dizem sobre o que é pra ser. Simplesmente fomos e continuamos sendo.
Quem diria que um dia eu seria tão feliz a ponto de não contar ou reduzir sensações a palavras? Mas é isso, sou feliz com você. Sem esforço e mesmo sendo, muitas vezes, bem infeliz. Sou feliz."
Quem diria que um dia eu seria tão feliz a ponto de não contar ou reduzir sensações a palavras? Mas é isso, sou feliz com você. Sem esforço e mesmo sendo, muitas vezes, bem infeliz. Sou feliz."

"Me peguei uma hora, olhando você, andar, tão feinho, seu ombro encolheu um pouco, cada dia que passa mais e mais é uma concha o que você se torna. Dessas que é mentira a pérola e o som do mar, mas eu os vejo, o tempo todo. Você andando desse seu jeito meio de louco, que chacoalha a cabeça. E se veste mal quando pouco se importa, eu sei, eu entendi. E a manga suja de café. A roupa bege da cor de tudo que é você. Você é tão errado e cheio de estragos. E me peguei olhando pra tudo isso e amando tanto, tanto, tanto. Como se nada mais no mundo fosse tão bonito ou correto ou mesmo perfeito porque perfeito é o que não tem mesmo cabimento. O resto nem existe porque vemos ou explicamos (...)"
- Tati Bernardi.
"A gente abusa das mãos dadas no cinema, ainda mais quando chove ou faz frio. O ombro dele é meu, o meu é dele, e tudo vai bem assim já há uns bons meses. Ele faz coisas que eu curto, tipo não me deixar dirigir, enfiar o cartão na carteirinha de couro sem nem me deixar ver a conta e imitar minha compulsão pela minha franja. Eu faço coisas que ele gosta, tipo carinho na perna, servir mais vinho quando o garçom some e ficar que nem monga alongando enquanto ele corre e paquera peruas acéfalas no parque. E nada disso me enlouquece, considerando que tem semanas que ele some e eu nem mesmo percebo. Quer dizer, perceber eu percebo, mas não chego a sofrer por isso. Talvez um pouquinho, mas um pouquinho eu já sofro só de fazer a troca de ar dentro das minhas narinas..."
- Tati Bernardi
- Tati Bernardi
terça-feira, 15 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009

"Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero. Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce, dificuldades para fazê-la forte, tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz. As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas, elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos"
"A leonina é gentil, generosa, simpática, protetora, otimista, idealista, ambiciosa, orgulhosa, dramática, criativa e sabe tomar decisões. É extrovertida e radiante, enchendo de vida todo ambiente onde se encontra. Uma pessoa expressiva, existindo uma marca pessoal em tudo o que faz. Auto-suficiente e segura de si mesma, gostando de ser tratada como uma rainha. É liberal por que sabe que tem muito a oferecer, esperando de volta lealdade. Companheira fiel e dedicada, capaz de relacionamentos intensos e calorosos.
... a mulher de leão brilha na escuridão!! - Vinícius de Moraes.
... a mulher de leão brilha na escuridão!! - Vinícius de Moraes.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Acho até bonita esta sobriedade que tem sido alimentada. Isso é ser gente grande, então? Chega a ser bonito seus olhos tentando ter menos brilho, para ter mais sabedoria. Acho bonito começar a colocar em prática esse plano, o de não fazer planos. Mas confesso que olhando bem, o brilho continua muito forte. No entanto, mais intimista, não menos convidativo, e surpreendentemente, mais generoso. Talvez seja esse aquele amor que dissemos tanto que viria para ti. Ou talvez não. A aceitação da alternância agora também brilha nos olhos. Talvez seja adulto conseguir rir do que a pouco foi tão doloroso, mas teve seu valor. Percebo, a cada dia mais, a liberdade é o vínculo mais forte que pode existir entre os corações. ‘Há uma calma que não condiz com a nossa pressa’. Não é falta de desejo, é o compromisso com o que se quer - que vai além de quem se quer. Somos o que fazemos, não é? Só em você essa verdade me alivia. Sigo os mesmos passos e, aceito tua verdade, não há paradoxo em ser livre e estar acompanhado. Inspiro-me em Lispector e atrevo-me a dizer que o que queremos não é liberdade, o que queremos ainda não tem nome. Mas de alguma forma já está por aqui.
- Maria
Nunca mais, nunca mais, repetiu incontáveis vezes. Nunca mais confiar, nunca mais acreditar, nunca mais me permitir, repetiu inúmeras vezes. Foi em uma não permissão que a vida escancarou diante dos olhos a oportunidade tão cálida quando sincera. Mas era tarde. Era tarde? Que pergunta era essa? Possibilidades não existiam. Ele não se permitia esta possibilidade. Pelo menos não mais. Não foi opção dele descobrir que confiar é um erro, sempre. Não foi uma opção dele aprender que o amor é lindo, mas não existe, pelo menos não para ele. Não foi opção dele que jamais conseguisse amar alguém como amara aquela mentira que criara em sua mente. Mais infame do que ser traído todas as vezes pelo seu próprio coração, era continuar dando chances a ele. Mais maculada do que sua alma, era sua esperança. Lembrou-se bem, a única coisa que conseguiu com borboletas no estômago foi náusea. Então, já bastava. Não mais acreditar, não mais esperar, não mais se permitir. Não foi opção dele que a paixão na vida dele fosse tão irônica quanto a possibilidade do eterno, uma efemeridade. Da mesma forma, não foi opção dele que o amor que ele esperava aparecesse quando ele não queria poderia acreditar. Nunca mais, nunca mais, repetiu incontáveis vezes. Mal sabia que desta vez a profecia se cumpriria.
- Maria
Procura-se alguém que se divirta sem a indecisão do pré e o remorso do pós. Alguém que faça o que quer por escolha, e não vingança ou punição. Alguém que tenha idade para decidir e juízo para responder pelas escolhas. Alguém que se permita o novo, sempre e todos os dias. E que o novo seja o divertido, mas não necessariamente o irresponsável. Alguém que não seja inexperiente para se arrepender, nem experiente demais para desenhar qualquer fim antes do começo. Alguém que seja capaz de sintonizar o coração com o que deseja, e a custo de somente sua vida, ir à busca do que almeja. Alguém que tenha fugido do previsível e tenha conseguido se divertir sem acumular frutos de insensatezes. Mas que tenha guardado para o bem de todos e alegria geral da nação, os melhores frutos das mais tolas loucuras. Procura-se insensatos legítimos, que tenham o delírio por escolha e não consequência. Alguém que tenha descoberto que o grande mistério é não ter segredo algum. Alguém que saiba se divertir, sem culpar ninguém por isso. Alguém que entenda que liberdade permite tudo, mas também não exige depois. Procura-se alguém que queira se divertir para a vida toda, por um dia somente. Ou um pouco mais.
- Maria
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Não me interessa o que você faz para viver. Quero saber o que você deseja ardentemente, e se você se atreve a sonhar em encontrar os desejos do seu coração.
Não me interessa quantos anos você tem. Quero saber se você se arriscaria a aparentar que é um tolo por amor, por seus sonhos, pela aventura de estar vivo. Não me interessa quais os planetas que estão em quadratura com a sua lua. Quero saber se você tocou o centro de sua própria tristeza, se você se tornou mais aberto por causa das traições da vida, ou se tornou murcho e fechado por medo das futuras mágoas.
Quero saber se você pode sentar-se com a dor, minha ou sua, sem se mexer para escondê-la, tentar diminuí-la ou tratá-la. Quero saber se você pode conviver com a alegria, minha ou sua, se você pode dançar loucamente e deixar que o êxtase tome conta de você dos pés à cabeça, sem a cautela de ser cuidadoso, de ser realista ou de lembrar das limitações de ser humano.
Não me interessa se a história que você está contando é verdadeira. Quero saber se você pode desapontar alguém para ser verdadeiro com você mesmo; se você pode suportar acusações de traição e não trair sua própria alma. Quero saber se você pode ser leal, e portanto, confiável.
Quero saber se você pode ver a beleza mesmo quando o que vê não seja bonito todos os dias, e se você pode buscar a fonte de sua vida da presença de Deus. Quero saber se você pode conviver com o fracasso, seu e meu, e ainda postar-se à beira de um lago e gritar à lua cheia prateada: "Sim!
Não me interessa quem você é, como chegou até aqui. Quero saber se você vai se postar no meio do fogo comigo e não vai se encolher.
Não me interessa onde ou o que ou com quem você estudou. Quero saber o que o segura por dentro quando tudo o mais fracassa. Quero saber se você pode ficar só consigo mesmo e se você verdadeiramente gosta da companhia que consegue nos momentos vazios.
- desconhecido
Não me interessa quantos anos você tem. Quero saber se você se arriscaria a aparentar que é um tolo por amor, por seus sonhos, pela aventura de estar vivo. Não me interessa quais os planetas que estão em quadratura com a sua lua. Quero saber se você tocou o centro de sua própria tristeza, se você se tornou mais aberto por causa das traições da vida, ou se tornou murcho e fechado por medo das futuras mágoas.
Quero saber se você pode sentar-se com a dor, minha ou sua, sem se mexer para escondê-la, tentar diminuí-la ou tratá-la. Quero saber se você pode conviver com a alegria, minha ou sua, se você pode dançar loucamente e deixar que o êxtase tome conta de você dos pés à cabeça, sem a cautela de ser cuidadoso, de ser realista ou de lembrar das limitações de ser humano.
Não me interessa se a história que você está contando é verdadeira. Quero saber se você pode desapontar alguém para ser verdadeiro com você mesmo; se você pode suportar acusações de traição e não trair sua própria alma. Quero saber se você pode ser leal, e portanto, confiável.
Quero saber se você pode ver a beleza mesmo quando o que vê não seja bonito todos os dias, e se você pode buscar a fonte de sua vida da presença de Deus. Quero saber se você pode conviver com o fracasso, seu e meu, e ainda postar-se à beira de um lago e gritar à lua cheia prateada: "Sim!
Não me interessa quem você é, como chegou até aqui. Quero saber se você vai se postar no meio do fogo comigo e não vai se encolher.
Não me interessa onde ou o que ou com quem você estudou. Quero saber o que o segura por dentro quando tudo o mais fracassa. Quero saber se você pode ficar só consigo mesmo e se você verdadeiramente gosta da companhia que consegue nos momentos vazios.
- desconhecido
Há quem goste do que ele esboça em suas conversas pessoais, principalmente naquelas mais sinceras, quando você não tem nem muito o que dizer por não achar que vai estar a altura de seus pensamentos, que são completamente únicos e muito bem pensados. Ele transmite pessoalmente essa clareza e certa lucidez sobre as coisas da mesma forma que pela Internet, mas de maneira mais contida, menos medida, ora menos precisa também. Pela Internet ele já tem tempo de alinhar seus pensamentos, pode medi-los, compará-los, descartá-los, selecioná-los e saber qual realmente deve ir para a rede. Na Internet ele é regrado. Alguns diriam até que é mais metódico, frio e realista demais em um mundo meramente virtual.
Esse mundo lhe seduz, lhe encanta e agrada por ser ele que sempre lhe salvou de si mesmo. Foi esse mundo que lhe tirou medos, que ajudou em conquistas, mas que também trouxe muitas tristezas. Mas são tristezas que só doem se você as trouxer para o mundo real. A Internet pode ser muito boa quando você quer enganar a si mesmo também. Ela ilude tanto a pessoa do outro lado da conversa quanto a você mesmo. É algo um tanto que assustador.
Foi-se assim criado, por nós mesmos, claro, uma sensação maior de controle sobre as pessoas, sobre as coisas e sobre tudo o mais que tenha um “www” ou “@” no meio. Às vezes conseguimos manipular nossos fantoches nesse meio intangível, mesmo que sejam marionetes hipotéticas, mas nos damos o prazer de, mesmo que por alguns minutinhos, estarmos no controle e nada virá de surpresa.
São somente trocas de máscaras. É preciso apenas nunca deixar nenhuma cair.
- semsentidoalgum
Prometo que vou errar. Reze!
Vou machucar alguém.
Vou pensar em algo inteligente,
mas me fazer de bobo.
Prometo não ser perfeito.
Correr nos corredores quando todos apenas caminham.
Pular dentro do elevador só porque eu sei que você tem medo.
Não quero ser diferente, não.
Não quero acertar o tempo todo.
Qual a graça de não saber o que não se pode fazer?
Quero ser o vilão de última hora.
Prometo ser feliz e me sentir bem,
mas não prometo ser tudo isso.
Não agora.
- desconhecido
Vou machucar alguém.
Vou pensar em algo inteligente,
mas me fazer de bobo.
Prometo não ser perfeito.
Correr nos corredores quando todos apenas caminham.
Pular dentro do elevador só porque eu sei que você tem medo.
Não quero ser diferente, não.
Não quero acertar o tempo todo.
Qual a graça de não saber o que não se pode fazer?
Quero ser o vilão de última hora.
Prometo ser feliz e me sentir bem,
mas não prometo ser tudo isso.
Não agora.
- desconhecido
"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma … que tem saudade…sei lá de quê!"
- Florbela Espanca
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
"Eles não se empenham apenas em fazer o outro feliz, com atitudes piegas ou palavras carregadas com aquela leve brisa que alivia e depois abafa. Eles cumprem a tarefa, ainda mais difícil, de serem felizes um com o outro.
Esqueceram os relógios, não se baseiam por aquele calendário gregoriano, substituem Celsius por Farenheinte, criam seus próprios verbos e os conjugam ora perfeitos, ora imperfeitos. Não há expectativas que possam causar uma futura frustração.
E enquanto ele pisca para ela, ela acena para ele, outra piscada e ela mexe no cabelo, numa sincronia perfeita, movimentos que se completam, frases inaudíveis e sintomas de que dali em diante só tomarão café na mesma xícara. Com muito açúcar…"
- Biani
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
"Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama ou acha que ama, e que não quer nada com você, definitivamente, não é a pessoa da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
"Quanto tempo nessa vida você acha que precisa pra aprender que o tempo não te dá chances de tentar outra vez? É melhor a gente dar valor, dar carinho, demonstrar amor quando tem chance, depois vai sentir que faz falta e querer reviver. Esse é o seu momento, reviva cada instante, quantas coisas você tenta fazer hoje que deveria ter feito antes? Porém antes tarde do que nunca, ontem sol, hoje a chuva. Lavar a alma me traz boas lembranças, que seja essa a nossa herança, nunca perca a esperança. O que vale é perseverar, lutar e cada obstáculo superar. Quanto tempo nessa vida, você acha que precisa pra aprender a dizer "muito obrigado, me desculpe, foi eu quem errei." ? Como aquele beijo que você me deu antes de ir embora sem dizer adeus, aquele abraço forte que você guardou, a vida logo passa e você nem notou, aquele momento difícil que você passou também valeu a pena, você superou. Um alguém que você conheceu, um amigo pra chamar de seu, a vida vai mostrar, tem coisas que vem pra ficar."
- Desconhecido;
- Desconhecido;
terça-feira, 1 de setembro de 2009
“… saudade não é ex, tampouco amor. Mas a vida da qual abrimos mão por um sonho (ou por um erro) é passado. E de escolhas e de perdas é feita a nossa história. Não há nada que se possa fazer a não ser carregar por um tempo um peso sufocante de impotência: eu escolhi que aquele fosse o último abraço.
Agora é outra que se perde em ombros tão largos, tomara que ela não se perca tanto ao ponto de um dia não enxergar o quanto aquele abraço é o lado bom da vida.
Da vida que te desemprega mesmo depois de tantas noites em claro e de tantos beirutes indigestos. Da vida que te abre uma porta que você jura ser a certa mas quando resolve entrar descobre duas crianças brincando na sala e uma mulher esperando no quarto.
Da vida que te confunde tanto que você quer se afastar de tudo para entendê-la de fora. Da vida que te humilha tanto que você quer se ajoelhar numa igreja. Da vida que te emociona tanto que você não quer pensar. Da vida que te engana.
Aquele abraço era o lado bom da vida, mas para valorizá-lo eu precisava viver. E que irônico: pra viver eu precisava perdê- lo.
Se fosse uma comédia-romântica-americana, a gente se encontraria daqui a um tempo e eu diria a ele, que mesmo depois de ter conhecido homens que não gritavam quando eu acendia a luz do quarto, não amavam os amigos acima de, não espirravam de uma maneira a deixar um fio de meleca pendurado no nariz, não usavam cueca rosa, não cantavam tão mal e tampouco cismavam de imitar o Led Zeppelin, não tinham a mania de aumentar o rádio quando eu estava falando, não ligavam se eu confundisse italiano com
espanhol e argentino, nomes de capitais, movimentos artísticos, datas de revoluções e nomes de queijo, era ele que eu amava, era ele que eu queria.
E ele me diria que, mesmo depois de ter conhecido mulheres que conheciam a Europa e não entupiam o ralo com cabelos, mulheres que tinham nascido em bairros nobres e charmosos de São Paulo, ou melhor, do Rio de Janeiro, mulheres que arrumavam a cama e não demoravam tanto para sentir prazer, não entravam de sapato no carpete, não tinham medo de cachorros pequenos, não reclamavam do ar-condicionado e nem tinham medo de perder a mãe ou comer uma comida muito temperada, era eu que ele amava, era eu que ele queria…”
- tati bernardi
Agora é outra que se perde em ombros tão largos, tomara que ela não se perca tanto ao ponto de um dia não enxergar o quanto aquele abraço é o lado bom da vida.
Da vida que te desemprega mesmo depois de tantas noites em claro e de tantos beirutes indigestos. Da vida que te abre uma porta que você jura ser a certa mas quando resolve entrar descobre duas crianças brincando na sala e uma mulher esperando no quarto.
Da vida que te confunde tanto que você quer se afastar de tudo para entendê-la de fora. Da vida que te humilha tanto que você quer se ajoelhar numa igreja. Da vida que te emociona tanto que você não quer pensar. Da vida que te engana.
Aquele abraço era o lado bom da vida, mas para valorizá-lo eu precisava viver. E que irônico: pra viver eu precisava perdê- lo.
Se fosse uma comédia-romântica-americana, a gente se encontraria daqui a um tempo e eu diria a ele, que mesmo depois de ter conhecido homens que não gritavam quando eu acendia a luz do quarto, não amavam os amigos acima de, não espirravam de uma maneira a deixar um fio de meleca pendurado no nariz, não usavam cueca rosa, não cantavam tão mal e tampouco cismavam de imitar o Led Zeppelin, não tinham a mania de aumentar o rádio quando eu estava falando, não ligavam se eu confundisse italiano com
espanhol e argentino, nomes de capitais, movimentos artísticos, datas de revoluções e nomes de queijo, era ele que eu amava, era ele que eu queria.
E ele me diria que, mesmo depois de ter conhecido mulheres que conheciam a Europa e não entupiam o ralo com cabelos, mulheres que tinham nascido em bairros nobres e charmosos de São Paulo, ou melhor, do Rio de Janeiro, mulheres que arrumavam a cama e não demoravam tanto para sentir prazer, não entravam de sapato no carpete, não tinham medo de cachorros pequenos, não reclamavam do ar-condicionado e nem tinham medo de perder a mãe ou comer uma comida muito temperada, era eu que ele amava, era eu que ele queria…”
- tati bernardi
"Dessa vez quero acertar, por isso combinei comigo que, apesar de estar morrendo por você, não gosto de você. Espero você tocar a campainha olhando o escuro pelo olho mágico. Meu coração dispara, mas eu mando ele parar. Estraguei todos os meus relacionamentos de tanto que meu coração dispara. Dessa vez quero acertar, dessa vez quero que alguém fique comigo ao menos um mês sem me achar louca."

“Atente para o que diz.
A sua palavra edifica, eleva e agrada.
Mas também destrói, rebaixa e machuca.
O que sai de sua boca é força criadora.
A palavra proferida e pensada passa a produzir efeitos.
Não há como fazê-la retornar.
Por isso, cuide-se no falar. Evite excessos.
Regre-se pela verdade e sensatez.
Regule o tom de voz.
Não fale alto, nem seja rude.
Transmita paz, certeza, carinho, alegria.”

Hoje eu pensei em falar sobre várias coisas,
Sobre o que ta acontecendo na minha vida,
Sobre o artigo que eu vi no jornal,
Sobre o que aconteceu com o meu vizinho,
Sobre o acidente que teve ali na esquina,
Sobre tudo o q passou pela minha cabeça,
Eu ia deixar de lado o que se passa por mim e continua em mim,
Ia deixar pra la o fato de ter acordado muito atrasada hoje,
De ter perdido a hora,
De ter perdido um muito do pouco que sempre quis,
Mas eu resolvi nao dizer nada.
Que é pra voce pensar que tudo continua igual,
O céu ainda ta no mesmo lugar,o meu jeito de andar ainda é o mesmo.
O ano que a gente ta nem mudou.
Ta tudo na mesma,
Só eu que mudei.
- beforeesunset

Ontem fiz umas 12 séries de 10 barras, ou algo assim, enquanto você dormia.
Não preguei o olho.
Então, fiz as 12 séries de barras. Alternadas com o teclado e a tela do computador. Hoje, meu corpo dói. Ao menos, ao amanhecer, dormi.
Acontece que, como sempre, isso de amar nos coloca em enrascadas. Situações em que precisamos abrir mão de coisas. Ou fazer quem amamos abrir mão de coisas.
A segunda opção certamente é também abrir mão: pois desistimos de estar ao lado de alguém no pleno exercício de sua liberdade. E restringir a liberdade de alguém é sempre optar por menos. Para si e para o outro, apostar nas grades e não no espaço que há entre elas.
O caminho até essa liberdade é marcado pelos pedaços que deixamos ao longo dele. Talvez esses fragmentos não sejam importantes de verdade, mas sempre dói no momento em que os perdemos. Os apêndices se desconectam na busca de um corpo essencial.
Nem sempre o certo é o mais fácil. Quase nunca é. Se fosse, não haveria tantas pessoas agindo errado no exato instante quando têm a oportunidade de agir certo. O errado é aceitável. Somos humanos, somos do mundo.
Mas quero tentar fazer o contrário do que o mundo faria. Esse medo que sinto agora – embora eu esteja repleto das certezas que só o seu olhar me dá – é o medo do mergulhador que salta da pedra, calculando o segundo quando a maré trará maior profundidade para seu mergulho. Ele pode errar, mas ainda assim, salta.
Foda-se o medo.
O que vem depois do encontro com a água é um mistério a que ele se entrega.
Esse receio, que me manteve acordado esta noite, é aquilo que terei de enfrentar. Por isso, talvez, tenha feito tantas barras, erguido meu corpo tantas vezes contra a força da gravidade. Exercícios não fazem muito sentido mesmo. Mas sou forte. E a dor que sinto em meu corpo, agora, e o sono a que cheguei e o despertar, com o seu corpo ao alcance do toque de minha mão, atestam isso.
- beforeesunsett

"As vezes mudar é preciso, nem tudo vai ser como você quer, mas a vida sempre continua. Pra qualquer escolha se segue alguma conseqüência. Não desista jamais e saiba valorizar quem te ama, esses sim merecem seu respeito. Quem faz uma vez não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze. Perdoar é nobre, mas esquecer é quase impossível. O que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente... Não é preciso perder pra aprender a dar valor! E os amigos ainda se contam nos dedos. Aos poucos você percebe que o que vale a pena, é o que se deve guardar pro resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela!"
- desconhecido
Quantas vezes você andava na rua e sentiu um perfume e lembrou de alguém que gosta muito?
Quantas vezes você olhou para uma paisagem em uma foto, e não se imaginou lá com alguém...
Quantas vezes você estava do lado de alguém, e sua cabeça não estava ali?
Alguma vez você já se arrependeu de algo que falou dois segundos depois de ter falado?
Você deve ter visto que aquele filme, que vocês dois viram juntos no cinema, vai passar na TV...
E você gelou porque o bom daquele momento já passou...
E aquela música que você não gosta de ouvir porque lembra algo ou alguém que você quer esquecer mas não consegue?
Não teve aquele dia em que tudo deu errado, mas que no finzinho aconteceu algo maravilhoso?
E aquele dia em que tudo deu certo, exceto pelo final que estragou tudo?
Você já chorou por que lembrou de alguém que amava e não pôde dizer isso para essa pessoa?
Você já reencontrou um grande amor do passado e viu que ele mudou?
Para essas perguntas existem muitas respostas...
Mas o importante sobre elas não é a resposta em si...
Mas sim o sentimento...
Todos nós amamos, erramos ou julgamos mal...
Todos nós já fizemos uma coisa quando o coração mandava fazer outra...
Então, qual a moral disso tudo?
Nem tudo sai como planejamos portanto, uma coisa é certa...
Não continue pensando em suas fraquezas e erros, faça tudo que puder para ser feliz hoje!
Não deite com mágoas no coração.
Não durma sem ao menos fazer uma pessoa feliz!
E comece com você mesmo!!!
- Martha Medeiros

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...
Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...
Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...
Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:
Acho que você está errado, mas estou do seu lado...
Ou alguém que apenas diga:
Sou seu amigo! E estou Aqui!
- William shakespeare
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