Hoje eu não quero entender ou ser compreendida. Não quero ser triste nem feliz. Nem condenada nem inocente.
Hoje eu só quero ver a vida passar.
- Marcinha
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Eu sou implicante. Experimente mandar em mim. Diga que não posso ou não devo, fale que não fica bem para uma menina da minha idade, insinue que não concorda com isso ou aquilo. E aposte para vencer: vou providenciar até o que não tenho vontade alguma de fazer só para provocar.
Se minha irmã grita e ordena que eu desligue imediatamente o telefone, pode saber que é aí que eu vou engrenar o papo. Pode não ter assunto, pode a pessoa do outro lado já ter até desligado. Não importa. Falo só com o aparelho se for preciso, mas não acato ordens nem aprovo gestos grosseiros.
Reclame do tamanho do meu decote ou do comprimento da minha saia e prepare-se para me ver mais periguete do que nunca na próxima vez. Proíba as festinhas com minhas amigas, discurse sobre o quanto é feio beber mais de um copo de cerveja ou voltar para casa depois das 4 da manhã. Exija que eu me comporte para ver o que é sair da linha.
Só não diga que está tudo bem. Não me aceite sem protestos. Não vale me desarmar.
- Marcinha
Se minha irmã grita e ordena que eu desligue imediatamente o telefone, pode saber que é aí que eu vou engrenar o papo. Pode não ter assunto, pode a pessoa do outro lado já ter até desligado. Não importa. Falo só com o aparelho se for preciso, mas não acato ordens nem aprovo gestos grosseiros.
Reclame do tamanho do meu decote ou do comprimento da minha saia e prepare-se para me ver mais periguete do que nunca na próxima vez. Proíba as festinhas com minhas amigas, discurse sobre o quanto é feio beber mais de um copo de cerveja ou voltar para casa depois das 4 da manhã. Exija que eu me comporte para ver o que é sair da linha.
Só não diga que está tudo bem. Não me aceite sem protestos. Não vale me desarmar.
- Marcinha
Desde que me conheço por gente sou toda garotona quando o assunto é namorado, ficante ou afim. Nunca fui a mais bonita, nem a mais querida, engraçada ou inteligente. Sou do time meio termo. Nunca fui rainha do colégio nem estrela do time de ginástica ou futebol. Mesmo assim a auto estima costuma estar lá em cima. Com os valores deturpados do mundo de hoje, meninas que não se expõem e passam longe de intrigas e fofoquinhas são raras. E disso eu sei que os meninos sabem bem.
A minha era adolescente já passou. Com ela foram os traumas e as inseguranças. Meus olhinhos brilham na hora de colocar um biquíni e ir para praia ou tomar um solzinho. Não ligo se a barriguinha está saliente ou se vão encontrar algum furinho de celulite. As chances de eu dar um chilique antes de ir para uma festa porque estou gorda ou não tenho roupa também são praticamente zero. Aprendi a valorizar o que há de bonito em mim mesmo que a balança aponte vários quilos a mais do que eu gostaria ou uma espinha resolva se apresentar justo no fim de semana. Sei que tudo que um petit pode conseguir é borrar a maquiagem e acabar com a noite.
Também sou contra namorados que se isolam do resto do mundo. Nada de agito ou junção com os amigos é o fim. Eu gosto de quem confia em mim. De quem sabe que posso sair, dançar, rir muito com as minhas amigas e chegar sã e salva em casa. De quem não precisa me ligar de cinco em cinco minutos para saber se estou comportadinha como ele espera. De quem não me acusa de mil e uma coisas só porque não atendi ao celular.
Mas experimente colocar toda a minha auto-suficiência à prova num namoro. Fico horas escolhendo a roupa que me deixa mais magra, quero conhecer os amigos e me arrepio só de pensar que ele pode estar justo com aquele que é mais saidinho, detesto quando ligo e o celular está desligado, belisco o braço quando ele estica os olhos para a bonitona que passou. E o pior: faço bico e encho os olhos de lágrimas quando alguma coisa me incomoda ou me sinto insegura.
Não sou ciumenta quando não envolvo. Quando não retorno a ligação de quem não cansa de me ligar, quando fico com quem não sai da minha volta. Quando eu gosto de verdade sou como qualquer mortal. E me mordo de ciúme.
- Marcinha
A minha era adolescente já passou. Com ela foram os traumas e as inseguranças. Meus olhinhos brilham na hora de colocar um biquíni e ir para praia ou tomar um solzinho. Não ligo se a barriguinha está saliente ou se vão encontrar algum furinho de celulite. As chances de eu dar um chilique antes de ir para uma festa porque estou gorda ou não tenho roupa também são praticamente zero. Aprendi a valorizar o que há de bonito em mim mesmo que a balança aponte vários quilos a mais do que eu gostaria ou uma espinha resolva se apresentar justo no fim de semana. Sei que tudo que um petit pode conseguir é borrar a maquiagem e acabar com a noite.
Também sou contra namorados que se isolam do resto do mundo. Nada de agito ou junção com os amigos é o fim. Eu gosto de quem confia em mim. De quem sabe que posso sair, dançar, rir muito com as minhas amigas e chegar sã e salva em casa. De quem não precisa me ligar de cinco em cinco minutos para saber se estou comportadinha como ele espera. De quem não me acusa de mil e uma coisas só porque não atendi ao celular.
Mas experimente colocar toda a minha auto-suficiência à prova num namoro. Fico horas escolhendo a roupa que me deixa mais magra, quero conhecer os amigos e me arrepio só de pensar que ele pode estar justo com aquele que é mais saidinho, detesto quando ligo e o celular está desligado, belisco o braço quando ele estica os olhos para a bonitona que passou. E o pior: faço bico e encho os olhos de lágrimas quando alguma coisa me incomoda ou me sinto insegura.
Não sou ciumenta quando não envolvo. Quando não retorno a ligação de quem não cansa de me ligar, quando fico com quem não sai da minha volta. Quando eu gosto de verdade sou como qualquer mortal. E me mordo de ciúme.
- Marcinha
quinta-feira, 8 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora.Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira! - Fernando Pessoa -
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